City

Viver
Oeiras faz parte da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e faz fronteira com os Concelhos de Sintra, Cascais, Amadora e Lisboa. O Concelho tem 45,9 km2 com  uma população de cerca de 172.000 habitantes em 2011, significando que tem uma elevada densidade populacional: 3.751 hab/km2 bastante acima dos 940 hab/km2 da AML (dados de 2011).
Em cumprimento da Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro, o Município de Oeiras passou a ser constituído por 5 freguesias: União das Freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada/Dafundo, União das Freguesias de Carnaxide e Queijas, União das Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias, Barcarena e Porto Salvo.

A área verde urbana corresponde a 15% da área do Concelho para o que muito contribui a existência de grandes Jardins e Parques dos quais se destaca o Parque dos Poetas, inaugurado em 2003 e que oferece um espaço de lazer, de cultura e de desporto, cruzando poesia e arte nos jardins, onde estão representados diversos poetas de língua portuguesa. A 2ª fase do Parque dos Poetas, acrescenta mais 15 hectares aos anteriores 12, totalizando 27 hectares, existindo ainda diversos espaços naturais de grande valor ambiental e ecológico.

Oeiras tem um vasto parque escolar com oferta nos diversos ciclos de ensino, onde são implementados projetos de excelência com à vista a melhoria das condições de estudo dos seus alunos, tendo sido eleito como o Melhor Município para Estudar. Num estudo publicado recentemente, as crianças residentes em Oeiras são, na Área Metropolitana de Lisboa, as que revelam sentir-se mais felizes e para esse facto muito contribuirão, fatores onde se incluem não apenas a qualidade das escolas, mas também dos espaços verdes e do ambiente urbano, entre outros.
Oeiras dispõe ainda de uma escola internacional, a Oeiras International School, que oferece ensino de nível International Baccalaureate.

Na área da Saúde, Oeiras é servida por 2 hospitais, localizando-se um deles no próprio Concelho. Tem diversas unidades de saúde públicas e privadas que asseguram um serviço de saúde de qualidade. Oeiras possui ainda uma boa rede de equipamentos e serviços sociais que asseguram uma coesão social que é essencial para a manutenção dos baixos índices de criminalidade e os baixos índices de pobreza.

Oeiras prima por um enquadramento paisagístico de qualidade, que aliado à elevada qualidade do parque habitacional, que a torna numa zona aprazível para viver. A política de habitação seguida pelo Município no sentido da erradicação das barracas e da habitação degradada constituiu e constitui um fator primordial da qualidade de vida no Concelho.

Em termos socioeconómicos Oeiras apresenta um desenvolvimento económico consolidado, que se traduz em diversos indicadores, nomeadamente tendo um rendimento per capita acima da média nacional, o 2º maior poder de compra per capita em Portugal; assim como sendo o Concelho com mais licenciados (26% da população com ensino superior – a maior taxa a nível nacional) e doutorados do País e o 2º maior Concelho na arrecadação de impostos o que são excelentes indicadores do elevado nível de qualificação profissional e académica do capital humano do Concelho, uma vez que 39,9% da população reside e trabalha no Concelho.

Trabalhar
O Concelho de Oeiras tem o maior Parque de Ciência e Tecnologia do País, o Taguspark, e dispõe ainda de 4 grandes Parques Empresarias: Lagoas Park, Quinta da Fonte, Arquiparque e Parque Suécia, que acolhem sedes de grandes empresas nacionais e internacionais. Atendendo ao número de empresas presentes no Ranking das 10 000 maiores e localizadas nos vários concelhos da Grande Lisboa, que apresenta
em 2011 um total de 2904 empresas, verifica-se que o Concelho de Oeiras surge em segundo lugar com 459 empresas, o que representa 16% das empresas da Grande Lisboa presentes neste ranking, sendo estes valores apenas são superados, em Portugal, por Lisboa, o que se justifica pelo seu estatuto de capital.

Em Oeiras, o emprego em multinacionais representa 28,6%, muito acima de Lisboa, sendo que o emprego em serviços intensivos de conhecimento apresenta um valor de 45%. Ao nível do emprego em atividades relacionadas com as Tecnologias de Informação e Comunicação, Oeiras apresenta um valor de 11,9%, sendo o 1º da Área Metropolitana de Lisboa, o que mostra a clara especialização do Concelho de Oeiras na área das TICs.
A qualidade das áreas empresariais atraíram sedes de grandes empresas, apresentando Oeiras a maior concentração de empresas de elevado nível tecnológico e científico do País.
Estes índices de qualidade de trabalho e vida tendo sido reconhecidos e materializados pelos consecutivos prémios ganhos nos últimos anos, dos quais se destacam o “Melhor Concelho para Trabalhar” no Estudo Best Place to Work realizado pelo Great Place to Work Institute, “Município de Excelência”, “European Enterprise Awards” e “ECOXXI”.
Para além destes prémios atribuídos ao Concelho, na lista das melhores empresas para Trabalhar, surgem ano após ano, diversas empresas da área das TIC estando muitas delas localizadas no Concelho, como é o caso da Cisco, Oracle, ROFF.

Investir
A grande aposta, por parte da autarquia, no dinamismo e renovação do tecido empresarial teve um grande impacto e tornou o Concelho bastante atrativo, o que fomentou a fixação de empresas de base tecnológica (do sector do conhecimento intensivo) que não só permitem solidificar o sector terciário superior já existente no Concelho, como também desenvolver empresas de serviços e comércio indispensáveis. Atualmente o concelho posiciona-se como um destino de excelência para investimentos que criem valor acrescentado para a região.

Investigar
Para além dos Parques Empresariais, onde se encontram instaladas algumas das maiores e mais importantes multinacionais (Cisco, Oracle, SAP, HP, Novartis, Pfizer, Sanofi, etc.). Oeiras tem no seu território importantes Unidades de Ensino Superior (Instituto Superior Técnico, Universidade Atlântica, Faculdade de Motricidade Humana, Escola Náutica Infante D. Henrique e a Universidade Nova, em construção na zona limítrofe do Concelho) e Institutos de Investigação (Instituto Gulbenkian de Ciência, IBET, ITQB, Estação Agronómica, e na zona limítrofe do Concelho, a Fundação Champalimaud) que transformaram o Concelho num dos principais polos de I&D da Europa.
O Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) volta, em 2011, a figurar no Top 10 (9º lugar) das instituições internacionais fora dos EUA para investigadores doutorados, revela o inquérito anual da revista de Ciências da Vida “The Scientist”, sendo que apenas três instituições do ano anterior conseguiram manter-se na lista, entre elas o IGC. Esta eleição é realizada através de inquérito em que são os próprios investigadores, ligados a instituições em todo o mundo, que elegem os melhores lugares para trabalharem. O IGC é a única instituição portuguesa com lugar no Top 10.
No IGC trabalham atualmente 83 doutorados, em 46 grupos de investigação, de 20 nacionalidades diferentes: Alemanha, Angola, Argentina, Austrália, Brasil, Cuba, Dinamarca, Espanha, EUA, França, Grécia, Índia, Reino Unido, Israel, Itália, Japão, México, Portugal, Roménia, Suécia.
O IGC é um dos principais institutos de investigação biomédica em Portugal. Foi fundado pela Fundação Calouste Gulbenkian com o objetivo de desenvolver investigação biomédica e ensino pós-graduado, e funciona como instituição de acolhimento onde grupos de investigação internacionais desenvolvem os seus projetos autonomamente, usufruindo de instalações e serviços de excelência.
O IBET – Instituto de Biologia Experimental Tecnológica é a maior organização de pesquisa biotecnológica em Portugal, agregando parceiros como: 14 empresas nacionais, 3 entidades académicas (ITQB, UNL e IGC), 1 Instituto de Investigação, 2 Fundações e 2 entidades públicas. Nas suas instalações no Campus de Oeiras possuem laboratórios completamente equipados, num total de 40.000m2 dedicados à investigação e acolhendo cerca de 1.000 cientistas e investigadores, dos quais 200 são Ph.D’s.
O IBET é – nas palavras de Joachim Klein, Presidente da Academia de Ciência de Braunschweig – a um nível internacional, a única instituição, que garante a ponte entre a academia e a indústria. Esta ponte permite a existência de oportunidades nos dois sentidos: ajuda a trazer novas ideias sobre potenciais produtos e tecnologias para o mercado e faz o necessário trabalho de desenvolvimento para traduzir os resultados laboratoriais em produção industrial em série.