C2C – Super baterias que arrancam camiões e geradores

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Depois de arrecadar quase 300 mil euros de investimento, esta startup quer começar a vender os primeiros supercondensadores a partir de 2019. A seguir Portugal é o país com mais oportunidades para as mulheres na tecnologia Mais vistas NETFLIX 65 originais Netflix numa lista do melhor ao pior VIAGEM 19 cidades mais baratas para um fim de semana na Europa EMPRESAS As 30 marcas mais desejadas (e falsificadas) do mundo TRANSPORTES CP volta a vender bilhetes Lisboa-Porto por 5 euros São mais potentes, mais seguras e duradouras do que uma bateria normal e permitem armazenar mais energia. É a partir do Taguspark que estão a ser desenvolvidas as superbaterias – tecnicamente conhecidas como supercondensadores – da C2C, a startup portuguesa que quer ajudar a arrancar camiões e motores de geradores de forma mais eficiente. Depois de arrecadar quase 300 mil euros de investimento, esta empresa quer começar com as primeiras vendas no próximo ano e já está de olho no mercado norte-americano. E como é que tudo funciona? “Imaginem uma garrafa de água cheia e uma caneca. Se virar as duas coisas ao mesmo tempo, a água sai mais depressa da caneca. O nosso supercondensador também é assim: tem menos água mas pode ser usado de uma só vez”, explica Rui Silva, um dos fundadores da C2C. Estes supercondensadores também têm um ciclo de vida mais prolongado: “São capazes de aguentar um milhão de ciclos de carregamento”, em vez dos habituais 2000 ciclos das baterias convencionais.

O produto, que nasceu nos laboratórios do Instituto Superior Técnico (IST) em 2011, serve sobretudo para ajudar no arranque dos motores de combustão. Nos camiões, permite entregar mais depressa as mercadorias e diminui o gasto de combustível; nos motores dos geradores dos hospitais, permite que estas infraestruturas nunca fiquem sem luz. Feitas de níquel e de carbono, estas baterias têm mais energia do que é habitual. Cada supercondensador tem seis células, ligadas em série e cada uma, em média, com 1,2 volts. São tão potentes que até são capazes de fundir metal. Mas também são mais seguras, porque um dos eletrólitos é aquoso. A C2C começou em 2011 a partir de uma tese de mestrado de engenharia de materiais no IST de Rui Silva. A ele juntaram-se Sónia Eugénio, Teresa Silva, Maria Carmezim, Fátima Montemor e André Mão de Ferro. Foi com esta equipa que o projeto foi distinguido, no final de 2013, pelo concurso BES Inovação. A empresa foi constituída em junho de 2014 e obteve, em 2016, o financiamento de 100 mil euros da Caixa Capital; outros 100 mil euros do fundo InnoEnergy; e ainda 70 mil euros da Repsol. Este apoio foi fundamental para desenvolver a parte química e os componentes destes supercondensadores. Os escritórios da C2C estão atualmente divididos entre o Tagus Park, o laboratório, e Benavente, onde fica um dos núcleos da Nersant, a associação que representa os empresários da região de Santarém e que conta uma área para startups. É a partir desta vila ribatejana que a empresa portuguesa quer começar a produzir os supercondensadores, a partir do final deste ano. Isso está dependente do sucesso dos testes no centro de tecnologia da Repsol, em Espanha. Se tudo correr bem, a C2C pode ir para outras paragens. “Depois de termos a certeza que os nossos testes estão a correr bem, queremos fazer uma prova com um cliente. Há quatro interessados nos Estados Unidos, onde os supercondensadores são muito utilizados nos camiões. Isso deverá acontecer até ao final do ano”, espera Rui Silva. Com a prova superada, poderão ser produzidos pelo menos 50 exemplares para serem colocados na frota. A produção em série só poderá arrancar, no entanto, se houver um carregamento de investimento. A empresa vai concorrer à fa24se dois do SME Instrument, a iniciativa da Comissão Europeia para apoiar as startups e pequenas e médias empresas mais inovadoras. Se conseguir apoio de Bruxelas, a C2C poderá obter um financiamento de até 70% do projeto, entre 500 mil e 2,5 milhões de euros. Depois da entrada no mercado norte-americano, o objetivo desta empresa é a venda a uma multinacional da área das baterias.

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